Roda de Conversa – 18 de Julho
Esta roda de conversa iniciou um novo modo de funcionamento. Como trataríamos de um tema que não pretendíamos que fosse aberto de forma indiferenciada e queríamos um maior aprofundamento do debate, realizamos a roda somente para convidados especiais.
Não houve uma divisão bem delimitada da primeira e da segunda parte. Como foi apresentada uma pesquisa realizada em uma comunidade dominada por um governo paralelo e eu pesquisei uma comunidade dominada pelo tráfico de drogas, pudemos ir pontuando as questões por ela pesquisada, com questões que surgem em outras comunidades e no Brasil de forma geral. O debate foi intenso e interessante.
Entre os significantes encontrados na literatura para dizer sobre o viver em comunidade, encontramos: desigualdade, exclusão, injustiça, sofrimento, Desqualificação
Na modernidade é o Estado- Nação quem decide entre o que é produto útil e refugo.
Bauman entende que busca-se a vida em comunidade devido à insegurança existencial e à busca de uma comunidade segura.
La Boetie entende que a servidão voluntária é inaugurada na modernidade
Para Joel Birman na modernidade há o esvaziamento simbólico do pai e seu restabelecimento como fantasma. O declínio da autoridade do pai resultou em incremento do gozo. Imperativo do gozo.
Freud entende que o mal-estar na cultura, o desamparo são constitutivos do sujeito.
Na comunidade estudada, há servidão voluntária, segurança privativada, medo da violência , alienação, homogeneização das subjetividades.
Insuflar o medo como estratégia de controle de massas.
Crescimento exacerbado dos evangélicos – história da igreja evangélica no Brasil – impulsionado pelo governo para se contrapor ao movimento operário
O não dito – o controle do governo paralelo permeia todas as relações, mas não pode-se falar sobre isto. O medo e a repressão atravessa as relações familiares e sociais.
Há o discurso da necessidade de segurança para justificar a violência.
Discursos na comunidade: “aqui não tem violência” ; “obedece ou morre” … ; “de repente alguém some “
Comentou-se sobre a atualidade e as mudanças que tem ocorrido nas comunidades.